sexta-feira, 6 de abril de 2012

A MIDIA E O JIU-JITSU

Enquanto o desafio dos Gracies aos outros lutadores se espalhava pelo Rio, o público prestigiava cada vez mais estes combates. Como conseqüência começou a ser realizados em grandes estádios de futebol, onde multidões eram cada vez mais atraídas para assistir a estas lutas. Uma das primeiras destas lutas foi o desfio entre Hélio Gracie e

o campeão Brasileiro Peso Leve de Boxe Antônio Portugal. Apesar de mais novo, menor e muito mais leve, Hélio venceu o combate em menos de 30 segundos, elevando-se ao status de herói nacional.

Texto retirado do site www.danielgracie.com

Hélio Gracie já famoso continuava a fazer desafios e colecionar vitorias entre os anos 30 e anos 40 Hélio derrotou todos os adversários que surgiram em sua frente, especialmente mestre de outras lutas, acabando assim causando certo prejuízo social dentro do esporte, pois Hélio falava mal das outras lutas, dizendo que só o Jiu-Jitsu prestava.

A academia dos Gracies comandada pelo mestre Carlos Gracie e como professor Hélio Gracie, no futuro os instrutores Carlson Gracie, João Alberto Barreto,

Robson Gracie, Armando Vriedt e Helio Vigio também daria aulas. A sede ficava na Avenida Rio Branca. Tinha uma organização impecável e em mia, dois mil alunos.

O que chamava a atenção era o fato de haverem muitas aulas particulares e também de o aluno ao pagar a mensalidade ter direito ao Kimono que lhe era entregue no ato da matrícula, sendo lavado e entregue em todas as aulas num cesto, pelo roupeiro, mediante ao seu cartão de identificação, sem o qual o aluno não poderia freqüentar as aulas, inclusive ajudando no controle de pagamentos das mensalidades. Isso mostra o quanto eles levavam a sério o negócio.

E para não se confundir com o judô, não havia graduações de faixa. O aluno era faixa branca, o instrutor faixa azul escuro, e o mestre, azul clara. A infraestrutura era tão boa que ainda havia um segundo andar com fisioterapia e enfermaria para tratar eventuais contusões. Varias personalidades como o então futuro governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda e o presidente João Batista Figueiredo foram alunos da academia Gracie.

Hélio Gracie seguia sua rotina de vitorias e desafios, famosos e já um ídolo, era sempre reconhecido nas ruas. Os Vale-Tudo que participava eram muito violentos, não havia tempo nem interrupções
das lutas. Elas só terminavam com a desistência de um dos lutadores, ou seja, o esporte existia mais ainda não havia regras claras, nem organização, eram verdadeiras maratonas com duração de até quase 4 horas.
Quanto mais o Jiu-Jítsu se elevava na mídia, mais surgiam indivíduos de outras modalidades de lutas querendo desbancar o Gracie Jiu-Jítsu. Além de Hélio grande campeão e manchete de todos os grandes jornais da época, alguns de seus alunos também participaram e venceram alguns vale-tudo. Geralmente as lutas de seus alunos eram preliminares as do Hélio Gracie. Apareceu muito lutadores com a pretensão de desbancar Hélio, alvo preferindo dos desafiantes.

Naquela época a divulgação da imprensa em cima de Hélio Gracie
Ele foi o homem mais famoso que esse país já produziu. Nunca houve, no Brasil, alguém que tivesse a sua projeção. Ele foi a pessoa que mais saiu na primeira página do jornal O Globo em um retrato inteiro. Nunca alguém havia conseguido isso.


segunda-feira, 12 de março de 2012

A SAGA DE HÉLIO


Lutas contra judocas

Em 1932 Hélio Gracie lutou contra o judoca Namiki. A luta terminou empatada, mas segundo a família Gracie o sinal do fim da luta tocou segundo antes que Namiki batesse o braço. Hélio enfrentou duas vezes o judoca japonês Yasuichi Ono, depois que o japonês estrangulou o irmão George Gracie em outra luta. Ambas as lutas terminaram empatadas.

Hélio Gracie também lutou contra o judoca japonês Kato duas vezes. A primeira luta, no estádio do Maracanã terminou empatada. Hélio pediu então uma segunda luta, realizada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Hélio ganhou a segunda luta estrangulando Kato.

Em 1955, Hélio Gracie lutou contra o judoca Masahiko Kimura no Maracanã. Kimura ganhou usando uma chave de braço chamada ude-garame - que mais tarde seria chamada de Kimura pelos gracies.


Em 1994, durante uma entrevista, Hélio Gracie admitiu que ficou inconsciente ao ser estrangulado por Kimura, mas que reviveu e continuou lutando. A luta terminou com Kimura quebrando o braço de Hélio, que se recusava a bater (desistindo da luta). Seus técnicos então jogaram a toalha, terminando a luta. A imprensa brasileira relatou a luta como uma "vitória moral" de Hélio Gracie.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lutas de Hélio Gracie

Trajetória de Helio Gracie


Hélio começou sua carreira de lutas quando finalizou o lutador de boxe profissional
Antonio Portugal em 30 segundos em 1932. No mesmo ano Gracie lutou contra o estadunidense Fred Ebert por 14 rounds

Começava então os desafios, Hélio transformara em um lutador imbatível, com apenas 60 kg começava a fazer historia. Porém o vale tudo começou Em 1934, Hélio lutou contra Wladak Zbyszko, que era chamado de "campeão do mundo", por 3 rounds de 10 minutos. Esta luta terminou empatada. de 10 minutos cada, até que a luta foi interrompida pela polícia.

irmão George Gracie ao derrotar o mais forte homem do Rio de Janeiro, Tico Soledade, campeão absoluto de levantamento de peso e queda de braço, além de ser conhecido por sua valentia e violência.Mestre Carlos Gracie passou então a ser “manager” dos irmãos,era ele quem dizia com quem Hélio deveria ou não lutar.

"Com extraordinário talento e Persistencia, para compensar os seus franzinos 60 quilos, Hélio Gracie aperfeiçoou a técnica a ponto de torná-la praticamente imbatível, dando origem no que hoje é mundialmente conhecida com jiu-jítsu brasileiro.


Aos 16 anos, na sua primeira luta em público ele, venceu em 30 segundos o então Com 18 anos, derrotou o vice-campeão mundial de vale-tudo, Fred Ebert.

Venceu em quatro minutos, o campeão de capoeira Caribé, que desafiara através da imprensa. Enfrentou e venceu, sem descanso entre as lutas, doze fulizeiros navais escolhidos entre os mais fortes de toda a corporação. O mais leve pesava 90 quilos. O japonês Massagoishi, campeão de sumô, que tinha o dobro do tamanho de Hélio Gracie, foi por ele derrotado em menos de cinco minutos.

Hélio já ganhava destaque com suas vitorias, foi na luta contra o americano Fred Albert que pesava 98 kg,vice campeão mundial de Luta-Livre eque tinha empatado com Jimmy London,um dos mais famosos lutadores dos USA em vale-tudo.A luta foi no estádio de são Cristovão e sem regras.A luta foi interrompida pela polícia,porém Helio venceu embora o oponente não tivesse caído e nem desistido.Os jornais da época(o Globo,A Noite e Anoticia)chegaram a dar a primeira página para Hélio Gracie.

Corram que a polícia vem aí!!! Hélio Gracie vs Fred Ebert

“Hélio Gracie enfrentou o gigante Fred Ebert, que tinha no seu curriculum mais de

600 lutas e um empate contra o campeão mundial de luta-livre Jim London. Hélio tinha apenas 60 Kg e ainda por cima lutou com um enorme furúnculo no pescoço. Após 1 hora e 50 minutos de luta a polícia apareceu no ginásio e interrompeu a luta. "Havia uma lei que proibia que qualquer espetáculo público continuasse sendo realizado após às 2 horas da manhã" Hélo levava vantagem na luta e arrancava aplausos do público a cada soco que desferia no rosto do americano que pesava 38Kg a mais que Hélio. O saldo foi bem negativo para Fred Ebert, que precisou ir direto para o hospital após a luta.”

quinta-feira, 1 de março de 2012

PALAVRA DO MESTRE



“O Jiu-Jítsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jítsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade. Além de boa alimentação, controle sexual e da abstenção de hábitos prejudiciais à saúde. O problema consiste na criação de um Jiu-Jitsu competitivo com regras, tempo inadequado e que privilegia os mais treinados,

fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu.”


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

HÉLIO GRACIE

Hélio Gracie Nasceu em Belém do Pará, 1 de outubro de 1913 - Morava em Itaipava, Faleceu em 29 de janeiro de 2009. Do seu casamento saíram seus filhos Rickson, Royler, Royce, Renzo, Rorion e Ryan, Junto com o patriarca da família Gracie Carlos Gracie, foi responsável pela difusão do Jiu-Jitsu no Brasil e idealizador do estilo conhecido mundialmente como Brazilian Jiu-Jitsu.

Descendentes distantes de escoceses, quando era apenas uma criança sua família mudou-se para o Rio de Janeiro. Devido à sua frágil saúde, Hélio, o mais franzino dos Gracie, não podia treinar o Jiu-Jitsu tradicional ensinado pelos seus irmãos, especialmente Carlos Gracie.

Observador, Hélio passou a acompanhar, dos seus treze aos dezesseis anos, as aulas ministradas por Carlos. Aprendeu todas as técnicas e ensinamentos de seu irmão, mas, para compensar seu biótipo, Hélio aprimorou a parte de solo tradicional, através do uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que não possuía, criando assim o Brazilian Jiu-Jitsu.


Hélio devido a sua enfermidade (ele sofria desmaios freqüentemente), porem ficava dias inteiros apreciando o irmão. Acabou por aprender sozinho os movimentos de combate, simulando e praticando contra arvores e objetos. Até que um dia Carlos se atrasou e Hélio acabou dando a aula em seu lugar. Os alunos gostaram tanto que alguns pediram a Carlos que se possível passassem a ter aulas somente com Hélio. Hélio Gracie então virou professor.





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A Família Gracie

A família Gracie chegou ao Brasil em 1870 pela pessoa de James Gracie, escocês que se estabeleceu como banqueiro na cidade do Rio de Janeiro.
Gastão Gracie um dos filhos de James Gracie retornara de seus estudos na Europa (Alemanha), e ingressou no corpo diplomático brasileiro, designado para um consulado na América Central embarcou em um Navio rumo ao seu destino.

O navio fez uma escala em Belém do Pará e Gastão Gracie foi visitar a cidade, entrou em um baile e encontrou Cislane Pessoa, jovem da sociedade local que lhe pareceu bem mais interessante que os negócios do Estado. Gastão não voltaria nunca mais ao navio ou a diplomacia.
A História começava a escrever o destino do homem que viria imortalizar uma arte de nome JIU-JITSU e dar vida a um esporte de nome Vale-Tudo que mais tarde passaria a se chamar também MMA (Mixed Martial Artes) que se tornaria 80 anos depois em um negocio bilionário e de muito sucesso.
A historia abaixo conta a vocês como tudo isso foi possível, como um adolescente frágil e fraco que fora proibido pelos médicos da pratica do esporte se tornou

fenômeno que è hoje o JIU-JITSU e o VALE TUDO

Gastão apaixonado pela bela jovem Cearense Cislane Pessoa casou-se com ela e, estabeleceu-se em Belém como importador de minério.
Gastão teve cinco filhos, Carlos, Oswaldo, Gastão Filho, George e Hélio.
Em 1925 a família Gracie muda-se para o Rio de janeiro, então com 28 anos Carlos Gracie abre sua primeira academia de Jiu-Jitsu no Brasil, no bairro do Flamengo.

Konde Koma Parte II

A demonstração em West Point não foi muito boa. Tomita e Maeda começaram com um kata, mas os americanos não entenderam o que estavam vendo. Maeda foi então desafiado por um estudante, campeão de luta livre. O combate se complicou quando o estudante agarrou Maeda. Não familiarizado com o estilo de luta do estudante, Maeda continuou lutando até conseguir criar durante o combate uma situação que lhe fosse familiar ao judô, e o derrubou. Os estudantes quiseram então ver Tomita em uma luta. Considerando que ele era o instrutor, eles supunham ser Tomita o melhor dos dois. Porém, a verdade era que já haviam se passado 40 anos desde o auge de Tomita. Ele tinha trazido Maeda para ajudar com as demonstrações, mas não pretendia se ocupar com lutas e desafio. Ele não teve nenhuma escolha, e vacilou quando o seu oponente americano, muito maior se apressou e o agarrou. Tomita foi pego pelo peso do seu oponente e foi forçado a se render.

Por volta de 1917, chegavam ao Brasil o professor e campeão mundial de JIU-JITSU, KONSEI MAEDA, conhecido como CONDE KOMA, Cônsul Japonês no Pará – que obteve grandes vitórias, em todo mundo, sobre todas as formas de lutas.

Em Belém do Pará, o professor Koma reuniu um grupo de amigos e passou a lecionar as técnicas secretas do Jiu-Jitsu. Dentre esses amigos estavam os irmãos Carlos, Gastão e Oswaldo Gracie. Carlos Gracie ensinou as técnicas aprendidas com o grande Conde Koma a outro de seus irmãos, Hélio Gracie, que era um jovem franzino, doente e com desmaios freqüentes, que, após aprender o esporte e começar a praticá-lo, nunca mais teve os problemas de saúde que o acometiam.

Os irmãos Carlos e Hélio Gracie passam por Minas Gerais e em Belo Horizonte ministra algumas aulas num hotel da região. Em seguida vem para São Paulo e no bairro das Perdizes monta uma academia. Sem o sucesso desejado transferiram residência para o Rio-de Janeiro (em 1920) e lá fundou a academia de JIU-JITSU (localizada à Rua Marquês de Abrantes, Praia do Flamengo) onde começaram a transmitir os ensinamentos aprendidos com o grande ESAI MAEDA.

Por Onde Andou Konde Koma antes de chegar ao Brasil

Conde koma

Aproximadamente nos anos de 1912 a 1922, veio do Japão o mestre Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma, que viajou o mundo todo dando demonstrações de Judô para os ocidentais. Quando chegou ao Brasil, deu várias exibições no Rio de Janeiro e em São Paulo, sem, contudo despertar maior interesse no meio esportivo. Viajou para o norte do país e fixou residência no Pará, permanecendo como instrutor de Judô e Jiu-Jitsu. Ensinou a luta a uma família brasileira que melhor adquiriu os seus conhecimentos, sendo seu melhor aluno, Carlos Gracie, o fundador de Gracie Jiu-Jitsu, entre outros da mesma família que com o aprendizado divulgou muito o Judô e o Jiu-Jitsu para todo o país.

Mitsuyo Maeda nasceu em Aomori, situada ao norte da ilha Japonesa, em 1878. Quando tinha aproximadamente 18 anos ele se mudou para Tóquio onde começou a praticar judô. Seu registro de entrada no Kodokan data de 1897. Ele possuía um talento natural para o judô e rapidamente passava de uma graduação a outra e se estabeleceu como o jovem judoca mais promissor no Kodokan, Em 1904 foi lhe dada a chance de ir para os Estados Unidos com um dos seus instrutores, Tsunejiro Tomita.

O primeiro local onde juntos fizeram demonstrações de judô foi a academia do Exército norte-americana em West Point, ao contrário do que foi publicado, eles nunca foram para a Casa Branca nem conheceram na ocasião o presidente americano, Teddy Roosevelt, foi o grande Kodokan Yoshitsugu Yamashita que ensinou judô para Roosevelt na Casa Branca e depois participou de uma luta com um oponente que possuía quase duas vezes seu tamanho por pedido de Roosevelt, mas esta luta aconteceu na academia Naval norte-americana em Annapolis. Yamashita ganhou com uma chave de braço.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A Chegada do Jiu-jitsu ao Brasil

Em 1917, Mitsuyo Maeda, conde Koma, Aluno de Jigoro Kano foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país. Sensei da cademia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Neste ponto surgem duas teorias. A primeira alega que Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracies, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu desportivo brasileiro. Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. A segunda teoria, apoiada pelos Gracies, fala que Maeda era, também, exímio praticante de jiu-jitsu antigo, como Jigoro Kano, e foi essa a arte que ensinou ao brasileiros. Porém, em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que "Carlos lutava judô", que "Não 'existe' mais Jiu-Jitsu no Japão, e que os lutadores de Newaza japoneses que praticam MMA hoje em dia, são essencialmente Judocas" e finalmente que "Criou o Jiu-Jitsu existente hoje.". É certo que o jiu-jitsu tradicional de muito difere do praticado no Brasil atualmente. Este possui imobilizações, chaves e finalizações que privilegiam mais o uso da técnica em detrimento da força; assemelhando-se bastante ao Judô "Kosen" da época de Jigoro Kano. O Judô existente antes da Segunda Guerra Mundial, ensinado à Mitsuyo Maeda, fora influenciado, como já dito, por muitas escolas e, dentre elas, a "Kosen", que privilegiava o trabalho de solo sem limite de tempo. Tais evidências, acompanhadas pelos clamores de Hélio ao fim de sua vida, enaltecem a probabilidade da teoria de que o Jiu-Jitsu brasileiro surgiu Antes do Judô

Maeda nasceu na Aldeia de Funazawa, Cidade Hirosaki, Prefeitura de Aomori, em 18 de novembro de 1878 participou da Kenritsu Itiu, alta escola (atualmente Hirokou-Hirosaki). Quando criança, ele era conhecido como Hideyo.Ele praticava Sumô quando adolescente, mas sentia que faltava o ideal para construir este desporto.Devido a isso, e devido ao interesse gerado pelas notícias sobre o sucesso do Judô, principalmente em competições entre Judô e Jiu-Jitsu, que estavam ocorrendo no momento, ele mudou para esse esporte.Em 1894, aos dezessete anos de idade, seus pais lhe enviaram a Tóquio para que ele se inscrevesse na Waseda University. Ele entrou para Judô Kodokan no ano seguinte. Ao chegar ao Kodokan, Maeda, com 167centímetros de altura e 64 kg, foi confundido com um garoto de entrega, devido a sua origem, tamanho e maneira que com se comportava. Então, o fundador do Judô, Jigoro Kano, avistou o menino, e prontamente lhe enviou à Tsunejiro Tomita (4 º Dan), que era o menor dos professores da Kodokan. Essa atitude foi uma medida tomada para mostrar que, no judô, o tamanho não era importanteO Sensei Tomita
foi o primeiro judoca da Kodokan e era um amigo próximo de Jigoro Kano. Segundo a Koyassu Massao (9 º Dan): "Entre os quatro Kodokan shiten-noo, foi Tomita que recebeu o maior montante dos ensinamentos do Sensei Jigoro Kano [...]. [...] Isso por que Tomita não foi um tão bem sucedido lutador como Saigo, Yamashita e Yokoyama, mas, foi excepcional e aplicado em estudos, e foi também fluente no idioma Inglês Embora um dos mais fracos da Kodokan shinte-no, Tomita era capaz de derrotar o grande campeão de Judô desse tempo, Hansuke Nakamura, a partir do estilo Tenjin-Shinyo-Ryu.


O Jiu - Jitsu no Japão.

Antigamente havia vários estilos de jiu-jitsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros

No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de jiu-jitsu, cada qual com

O Jiu-jitsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser

ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesão a pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a

introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô e o aikidô.

possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta. Por muito tempo, o Jiu-jitsu foi a luta mais praticada no Japão, houve em Tóquio

um combate entre as escolas mais famosas de Judô e Jiu-jitsu que teve por resultado 12 combates de 15 ganhos pelo Judô e um empate. Desta forma a polícia de Tóquio, que resume a sua eficácia a arte marcial pois não usavam armas, escolheu a prática do Judô, desta forma o Judô ganhou fama e popularidade por todo o Japão. Mas o Jiu-jitsu não foi esquecido nem apagado, a sua prática foi mantida viva por algumas escolas. Nos dias de hoje é difícil encontrar a arte marcial antiga e original do Jiu-jitsu pois sofreu algumas variantes e influencias de outras artes marciais de forma a adaptar-se as novas realidades e necessidades dos praticantes.

As principais escolas japonesas de Jiu-jitsu são as seguintes:

  • Araki-ryu
  • Daito-ryu aiki-jujutsu
  • Hontai Yoshin-ryu
  • Sekiguchi Shinshin-ryu
  • Sosuishitsu-ryu
  • Takenouchi-ryu
  • Tatsumi-ryu
  • Tenjin Shinyo-ryu
  • Yagyu Shingan Ryu
  • Yoshin Ryu

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Zen - Budismo


Zen ou é o nome japonês da tradição Ch'an, surgida na China, e associada em suas origens ao Budismo do ramo Mahayana, sânscrito Mahāyāna, "Grande Veículo", síntese doutrinária dos ensinamentos do Buddha Śākyamuni, ou Gautama Buddha, realizada por diversas escolas budistas por volta do século I

I[1]. Cultivado, sobretudo na China, Japão, Vietnã e Coréia

No Zen japonês monástico, há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans, ou enigmas, charadas. Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente. A prática básica do Zen na versão japonesa e monástica é o Zazen, tipo de meditação contemplativa que visa levar o praticante à "experiência direta da realidade".



Templo Busshin-ji da Escola Soto Zen,
Localizado na cidade de São Paulo, Brasil
.

A Verdadeira Historia do Jiu-jitsu.

Não existem registros escritos precisos sobre a origem das artes marciais, no entanto, acredita-se que elas tenham suas raízes mais remotas na Índia, há mais de dois mil anos atrás. Há indícios de que nessa época tenha surgido a primeira forma de luta organizada, chamada de Vajramushti, que seria um sistema de luta de guerreiros indianos.

A história das artes marciais começa a tomar uma forma maisDepois de ter perambulado por boa parte do território chinês, o destino o conduziu ao Templo Os exercícios ensinados por Bodhidharma eram baseados em métodos

artiu numa longa jornada em busca da iluminação espiritual. Bodhidharma

de respiração profunda e yoga, e seus movimentos se (conhecido no Japão como Daruma) viajou da Índia para a China, pernoitando nos templos que encontrava pelo caminho e pregando sua doutrina aos monges ou a quem quer que fosse. concreta a partir do século VI, quando no ano 520 A.D. um monge budista indiano chamado Bodhidharma - 28º patriarca do Budismo e fundador do Budismo Zen - deixou seu país e p

assemelhavam a técnicas de combate. A prática desses
exercícios logo se tornou uma tradição no templo, vindo mais tarde a atingir um estado de evolução tal que pôde ser considerada como um verdadeiro e completo sistema de autodefesa: Shaolin, localizado na província de Honan. Diz à lenda que, ao penetrar no velho mosteiro, Bodhidharma deparou-se com a precária condição
de saúde dos monges, fruto de sua inatividade. Foi então que ele iniciou os monges na prática de uma série de exercícios físicos, ao mesmo tempo em que hes transmitia os fundamentos da filosofia Zen, com o objetivo de reabilitá-los tanto física quanto espiritualmente.
Esta arte marcial em ascensão logo mostrava sua eficiência, primeiro com relação à restabelecida saúde dos
monges, e segundo como método de defesa pessoal propriamente dito, posto em prática contra bandoleiros que por vez ou outra
saqueavam o templo, de quem os monges em outros tempos eram considerados presas fáceis.

A reputação dos monges lutadores logo se espalhou pela China, se difundisse amplamente pelo país, principalmente durante a Dinastia Ming (1368-1644), vindo

mais tarde a conquistar outros países da Ásia e a dar origem a outros estilos de artes marciais, como o Karate em Okinawa.